Na volta da esquina

Agosto 15, 2008




Na volta da Esquina
Mario Quintana
Editora Globo (1979)

Este livreto é uma de minhas relíquias pessoais. Lançado em 1979, como o quarto volume de uma coletânea chamada Coleção RBS, editada pela Globo, “Na volta da Esquina” reúne poemas e pequenas crônicas do inigualável Mario Quintana*. Nele encontram-se versos como “Conto de Terror”, “O Supremo Castigo” e “Nada”… Vale a pena garimpar sebos atras dele! ;)


O nada é a palavra que mais assusta o comum das gentes. Mas, para exorcizá-lo, ninguém precisa ir aos padres, às mães-pretas, aos índios velhos, ao diabo: basta ir a um dicionário e verá que o nada não existe. Sim, é uma coisa tão absurda como a existência do mundo…” (Nada)


E um dia os homens descobriram que esses discos voadores estavam observando apenas a vida dos insetos…” (Conto de Horror)




* Mario Quintana é um dos maiores poetas brasileiros. Nascido no Rio Grande do Sul em 1906, onde trabalhou, onde escreveu, onde poetou, onde morreu, em 1994. Narrou em versos as coisas como as viu, ou as sentiu, traduziu mestres como Prost, Virginia Wolf e Voltaire, e com eles aprendeu. E de tanto aprender, conheceu melhor a si mesmo, como dizia: “Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz.” [aqui]