Maio 29, 2009



Pasa un segundo,
como pasa una página en blanco
que no estrené.

Paso la vida
buscando un verso
que nunca encontraré.

(DREXLER – Milonga Paraguaya)



Maio 26, 2009



…o confronto entre consciência e inconsciente não é nada mais que a luta entre diferentes motivos ideológicos, que, como tais, não se podem justificar como explicações uns dos outros. Ao contrário, encontram sua explicação efetiva quando se abandona a esfera da ideologia e se vai para a esfera das relações sociais materiais e das condições objetivas, dentro das quais os homens operam e criam discursos e representações.

(2008, p.83)



PONZIO, Augusto
A revolução bakhtineana


phd comics e a mídia

Maio 23, 2009





(des)razão 1

Maio 23, 2009




… e se a futilidade fosse um elemento essencial?


PS: o (des)razão é um culpa do Juremir, e essas aulas sobre pós-modernidade.
Essa primeira é de autoria dele mesmo, na aula de ontem.
Mas podem passar a ser rotina por aqui. Algo como: 365 hipóteses da (des)razão. :P







Video dos meninos da FABICO, concorrendo no concurso da ONG Oxfam International, sobre o clima!




Os fatos comuns são dispostos no tempo, enfileirados ao longo de sua duração, como se unidos por um fio. Ali estão seus antecedentes e suas consequências, que se agrupam de forma compacta e pressionam fortemente uns aos outros, sem nenhum intervalo. Isto tem sua importância para qualquer narrativa, cuja alma é feita de continuidade e sucessão. E, no entanto, qual o destino de fatos que não possuem seu lugar no tempo; fatos que ocorreram tarde demais, depois do tempo ter sido inteiramente distribuído, repartido, alocado; fatos que foram deixados de fora, sem registro, suspensos no ar, errantes, sem lar?



Bruno Schulz
The Age of Genius


pensamentos soltos

Maio 16, 2009



Pare já de ser hipocrita, alguem grita! Mas quem?



Penso no sentimento dos outros como um sentimento exclusivo. Tento lembrar que a dor, por mais banal que pareça no contexto, sempre é a maior; e existencial no micro-cosmo do sujeito. Cada um tem seus próprios limites, e é dever conhece-los. Necessidade força-los, mesmo que de vez em quando.

Falo do que não sei. E tenho o horrível costume de continuar falando.
Alguns dizem que ajuda a forçar os limites. Nem sempre têm razão…

De resto, gosto de me surpreender com as pessoas. E gosto que não me levem a mal. Talvez precise que entendam que, de pouco, se tornaram importantes pra mim. E não poderia viver com quedas enormes que não tenha tentado evitar. E gosto de me surpreender com quem sabe lidar com a vida de formas diferentes das minhas, e muitas vezes melhores e piores, e todas as vezes verdadeiras.

Mas não pare de forçar seus limites, retome cada vírgula.
A hipocrisia está em querer a si o que não se é capaz de dar aos outros.