Mojo Books (2)
Novembro 26, 2008

Depois do Reges, agora é a vez da Andréia publicar seu conto musical no projeto “Se música fosse literatura, que história contaria?” da Mojo Books.
Constância: houve sempre a possibilidade da permanência em vertigem, como sabem, o equilíbrio não é o que parece, o equilíbrio voa, foram eles os primeiros a entoar esse mantra. Naquele casulo cravado em algum ponto do infinito foram felizes. Tremendamente. Intensamente. Das unhas aos nervos foram naquela vida contentamento. Ela dançava para celebrar quando ouviu o trovão. Interrompeu o rodopio no ar a violência das patas, tantas, pesadas e frias, ninguém ouviu o grito das dores espalhadas no astral… Cavalos da cor do cobre em disparada, na contramão do ritmo, arrastaram o silêncio para dentro da noite. [leia o conto completo]
Fiquei feliz pela publicação do texto da Déia! Ainda mais por ter sido, segundo ela, quem a apresentou o projeto… O conto é inspirado “Little Green” de Joni Mitchell. Corre lá
Beat News
Novembro 25, 2008
The next generation of local (news) won’t be about news organizations but about their communities. News is just one of the community’s needs. It also needs elegant organization. News companies and networks can help provide that. The bigger goal is to provide platforms that enable communities to do what they want to do, share what they want to share, know what they need to know together. News will become a product of the community as much as it is a service to it.
Um twitt recente do @agranado me levou ao texto acima, uma postagem de Jeff Jarvis sobre o futuro das notícias locais. De uma forma geral, e considerando uma série de complexos mecanismos que podem agir pra modificar qualquer prognóstico, os cenários podem valer pras notícias como um todo.
Jeff pensa a partir das notícias locais: organizações jornalísticas cada vez menores, orquestrando informações emergentes de colaborações recebidas da própria comunidade, estimulando “beat reporters” – jornalistas que produzem as notícias a partir de processos abertos, em parceria com especialistas, blogueiros e a própria comunidade – e a colaboração, a investigação com suporte da opinião pública, além de estratégias de economia da linkagem. Vale a pena conferir o artigo na integra.
Mas foi esse primeiro ponto, das organizações centradas nas comunidades, o que realmente chamou a atenção. Jarvis pensa a partir da idéia de hyperlocal: “Local é pessoas. Nosso trabalho não é entregar um produto ou conteúdo. Nosso trabalho é ajuda-las a criar suas próprias conexões com as informações e com outros”. Se a Rede é mais do que marcas e blogo-celebridades, é exatamente por que ela é feita de pessoas. Simples assim: interagentes cumprindo funções: de jornalistas, de leitores, de editores, colaboradores, blogueiros, comentaristas, cidadãos, navegadores.
Se o Prof. Manuel Pinto (vide postagem anterior) tem razão, e eu imagino que sim, o modelo do jornalismo passa, sim, pelos processos Pro-Am discutidos por Cris Anderson. Talvez não exatamente daquela forma, mas a partir de re-invenções do mesmo tom. Jornalismo centrado em comunidades… Hum.
Pós SBPJor: primeiras impressões
Novembro 24, 2008
Sempre existe aquele período solitário na pesquisa: dados coletados, é preciso tabelar, classificar, analisar, descrever, cruzar informações, discutí-las. Enfim, o pesquisador isolado é um fato, ao menos em determinado momento do projeto. Talvez essa rotina introspectiva seja ainda mais presente no curto espaço de tempo do Mestrado, já que os prazos são enxugados e há que se dar conta do corpus definido.

Nesses momentos é que eventos como o da SBPJor “vem bem a calhar”, dão fôlego novo ao trabalho. O 6° encontro da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, que ocorreu na semana passada em São Bernando do Campo/ SP (Univ. Metodista), reunindo a variedade de temas e interesses de pesquisa sob o tema “A Construção do Campo do Jornalismo no Brasil”. Foram mais de 150 trabalhos, entre grupos coordenados e mesas individuais, que proporcionaram debates muito ricos e um novo ânimo pra enfrentar os desafios de final de ano!
Então, nos próximos dias vou criar posts sobre o que mais me chamou a atenção, entre as informações coletadas por lá! Vou comentar alguns painéis e vários trabalhos, ligados ou não a minha pesquisa, que tenham chamado minha atenção!
A primeira postagem é sobre a participação do Prof. Manuel Pinto, da Universidade do Minho (Portugal), que em sua fala no painel da sexta-feira (21/11) falou sobre a emergência de novos modelos de jornalismo na Rede. Para o professor português o jornalismo passa, na Web, por um processo de modificação onde a questão central se volta pra discussão da profissão enquanto centrada em indivíduos ou em comunidades. Também salienta que o jornalismo online vive um momento de crise, que pode ser analisada a partir de conceitos como autonomia X heteronomia e ortodoxia X heterodoxia. A crise, neste sentido, é um processo de (re)conhecimento do próprio campo profissional frente as imposições de uma dupla lógica: a do mercado e a dos impactos tecnológicos.
Estariamos frente a uma mudança de paradigma na profissão jornalística ou apenas de uma mudança interna do próprio campo? Manuel sugere que é preciso desistimular a dicotomia profissional x amador, e elaborar um debate acerca dos níveis de participação a partir da narrativa hipertextual.
Após sua breve fala, tentamos conversar um pouquinho mais com o prof. português. Através da cobertura sobre o evento no Twitter, eu e a Gabi Zago recebemos perguntas que foram encaminhadas para o palestrante, como a que segue, proposta pelo Prof. Alex Primo (UFRGS):
A fala do Prof Manuel me deixou particularmente satisfeita por observar como minha pesquisa parece estar caminhando no mesmo sentido. Mais do que questionar os modelos de jornalismo tradicional ou de ascender ao debate sobre o “jornalismo participativo” ou “jornalismo cidadão”, observar as práticas hipertextuais de participação no jornalismo online pode nos oferecer pistas sobre as mudanças que os sistemas de publicação, as práticas jornalísticas e a própria esfera online podem exercer sobre o campo do jornalismo.
Um dos comentarios mais interessantes feitos pelo Prof. Manuel está na necessidade de expandir a ética da informação para além das fonteiras do profissionalismo jornalístico.
Equivalência é subjeivo
Novembro 14, 2008

a testemunha
Novembro 13, 2008
Fatos que povoam o espaço e chegam ao fim quando alguém morre podem maravilhar-nos, mas uma coisa, ou um número infinito de coisas, morre em cada agonia, a não ser que exista uma memória do universo, como conjecturaram os teósofos. No tempo houve um dia que apagou os últimos olhos que viram Cristo; a batalha de Junín e o amor de Helena morreram com a morte de um homem. O que morrerá comigo quando eu morrer, que forma patética ou perecível o mundo perderá?
(a testemunha)
jorge luis borges
Da banca pra estante
Novembro 4, 2008
Em clima de feira do livro,
por andar devorando páginas pra dissertação e pras seleções
e pra imitar a Penke…

First Person
(da série “leia o que os doutores sugerem”)

O Sujeito na tela
(da série “tem males que vem pra bem, depende que quem vê”)

A leitura e os leitores
(da série “complexo é pouco”)
Atividades de linguagem, textos e discursos
(da série “na se cria, tudo se transforma e pode virar sua teoria”)

O interacionismo sociodiscursivo
(da série “estude um pouco mais”)

Passeando no labirinto
(da série “neo-star wars com links”)

Sociologia do Imaginario
(da série “sociedades imaginadas e o mundo PUCRS”)

A cidade das palavras
(da série “o que os outros pensam sobre o que você pensa”)

O menino do pijama listrado
(da série “todo mundo precisa de uma pausa”)
Ponto de vista
Novembro 3, 2008
Diego Velázquez, Las Meninas, 1656. Oil on canvas, 125″ x 109.”
Como minhas passagens pelo blog têm sido cada vez mais rápidas e parecem vir a ser cada vez mais raras nas próximas semana, divido com vcs um pouco do que tem tomado meu tempo… Não, não estou fazendo cópias de pinturas famosas do século XVII… O trabalho de Velázquez é uma metáfora, muito solicitada nos estudo sobre o sujeito, olhar do sujeito, pontos de vista, posições de sujeito, enfim. O que eu tenho estudado, cada vez mais.
Além disso, é uma experiência interessante.
Uma pintura que vale a pena conhecer, mesmo que em pixels.


