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Abril 30, 2008

Ainda em Pequenópolis!! E como eu cheguei, o inverno resolveu sair da toca e atacar as pessoas! Não que as previsões não houvessem avisado, veja o post abaixo! Ainda assim, o primeiro frio do ano é sempre complicado! Ainda mais no meu caso, que pra não carregar muito peso, não trouxe muita roupa, nem roupas muito quentes. Resultado: to congelando!
Pra piorar, quando estou por aqui não paro um minuto. Gente que chega, gente que chama, gente que quer conversar na rua mesmo. E o pior, uma coleção de probleminhas, que pelo tempo que ficaram parados na gaveta se transformaram em verdadeiros monstrinhos. Sim, porque meu pai não consegue pegar o carro e levar documentos na CEEE sozinho, eu preciso fazer isso por ele. E aí, quando ele sabe que eu vou aparecer, NADA mais ele pode fazer sozinho. Resultado: hehehehe, sim!
E isso são só as coisinhas, rotineiras…
Coisas de pai, coisas de sul, coisas de frio!
Agora vem…
Abril 27, 2008
Enquanto me preparo pra mudar de pagos por alguns dias, visualizo a previsão do tempo pra saber que tipo de pelego e poncho devo levar, já que me vou em direção ao sul. Sul sempre é mais frio. E quanto mais ao sul, mais e mais frio. Se o Paraná é o começo do extremo sul do Brasil, Canguçu é o fim da picada, de tanto frio. Dá só uma olhada:

A boa notícia é que minha coleção de mantas vai todinha comigo.
E que eu vou poder usá-las, talvez até duas por vez… Hum. Sei. :/
Balanço geral do domingo
Abril 27, 2008
Apesar de estar encerrando com uma espécie de “Puta merda, Fernandão!“, com a derrota do colorado na primeira partida das finais Gauchão 2008, o Domingo até que não foi dos piores. Fomos, numa passada rápida, visitar uma exposição sobre as crianças judias na II Guerra Mundial – “Anne Frank – Uma história para hoje” – no Gasômetro.
A exposição, apesar de baseada na história pessoal de Anne Frank (famosa por seu diário que virou livro e filme), é um resgate da história de milhares de pessoas que não deixaram a infância, vítimas dos horrores nos campos de concentração nazistas.
Assim, o que vale mesmo a pena visitar é uma coleção de desenhos feitos por crianças do Campo de Concentração de Terezin (Tchecoslováquia), durante o período da Guerra. A grande parte dos desenhos é identificada com o nome da criança e suas datas de nascimento e morte. Poucas sobreviveram às torturas da vida em Terezin.

Eva Meitnerova
(Born May 1, 1931; Died Oct. 28, 1944)
Nos desenhos, que foram acompanhados em sua criação por uma artista alemã da época, as crianças denunciam a sua restrita e miserável visão do mundo, exorcizam os fantasmas da morte e da saudade de casa e purificam um pouco de todos aqueles horrores com o que imaginavam de bom para o mundo cinzento em que viviam: borboletas coloridas, prados verdes e pássaros.
Alguns dos que mais me tocaram: o de um menino que morreu com 12 anos em Terezin, chamado “Morte” (e indescritível); outro que narrava, através do grafite do lápis, a rotina do campo de concentração; a visão de uma execução de um judeu, em uma corda (abaixo); um, em aquarela negra, mostra a visão da criança sobre o campo de concentração à noite – assustador… Muitos dragões, máscaras, rostos, símbolos. As crianças imaginavam o fim da Guerra como diversos tortuosos caminhos que as levavam de volta para casa, uma figura muito freqüente nos desenhos.

Grande parte daquelas crianças não chegou aos 13 anos de idade. Eram judias e foram mortas pelo terror nazista. Viram da vida cenas grotescas. E é o que tem pra contar, seja lá onde estiverem.
A exposição produzida pelo Anne Frank House já percorreu diversos países, desde 1996 e está aberto a visitação na Usina do Gasômetro até o dia 10 de Maio.
Badulaques
Abril 26, 2008
Ontem entreguei a última parte do meu projeto pra orientadora bagunçar. Depois de quase ter enlouquecido, especialmente nas últimas semanas, ficar esperando pelas marcas vermelhas espalhadas pelas páginas eletrônicas do editor de texto é um tanto estressantes.
Curiosidade com pitadas leves de pânico, sabem!?
Essa calmaria, que só avisa que a tempestade está chegando, me fez correr até as Gurias Arteiras, ontem, pra comprar uma lã nova. Comprei duas. Duas cores. Mesma marca. Essa lã da Flock é um tipo de chenile e o cachecol, feito em ponto turco, vai ficar lindo.
Prometo postar ele aqui, assim que recuperar minha câmera. Semana que vem. Também vou colocar algumas outras peças que já fiz, preparando o inverno… To pensando até em abrir uma lojinha virtual! Quem sabe, né!? Minha terapia virando renda. Até que não é a pior das idéias! Hehehe

labirintos jornalísticos
Abril 24, 2008
Deixando de lado os “bairrismos” e os discursos desesperados de vários jornalistas contra a (cada vez maior) participação dos ‘leitores’ na produção de conteúdos (nem vamos falar em notícias, especificamente) dos mais variados gêneros: do testemunhal ao especialista; o desenvolvimento das ferramentas de participação da Web são, no mínimo, extremamente inspiradoras…
Não se trata, na verdade, de discutir se informações postadas por internautas não devem ser lidas, ou consideradas perigosas do ponto de vista de veracidade e da objetividade. Se trata de entender que qualquer um agora tem condições físicas de produzir conteúdos (reais ou ficcionais) e publica-los com a mesma eficiência potencial (não vamos esquecer que a Rede importa muitos modelos de poder e reconhecimento do universo offline) de qualquer outro indivíduo conectado, não importando em nada, nesse sentido, se ele faz parte de um grupo institucionalizado e academicamente padronizado para produzir tal e tal conteúdos – sejam eles relatos da realidade cotidiana ou peças literárias.
Um texto de Luiz Weis, “A jovem mídia e os mamutes de papel“, publicado ontem na versão online do Estadão, fala da dinâmica jornalismo x participação apontando como problema exatamente a questão do “apurar” jornalístico: das técnicas e regras deontológicas da profissão.
A consigna um tanto pedante disso é “criar uma narrativa capaz de se contrapor ao discurso da mídia convencional” – presumivelmente monolítica na maneira de abordar o mundo, ainda que não ao traduzi-lo. A pergunta óbvia, de todo modo, é se querer é saber. Como apurar, comprovar e interpretar eventos distantes do âmbito dos conhecimentos e da experiência imediata de cada um? E esse, afinal, é o miolo de toda “narrativa” jornalística.
Seu mérito é trazer a discussão pra um nível bem mais elevado do que a grande parte dos jornalistas que se propuseram, até aqui, a tocar no assunto.
A diferença entre o jornalista profissional e o jornalista-cidadão – ou, por outra, entre as formulações de Lippmann e de Dewey – é que aquele foi treinado para observar, conferir, relatar e buscar explicações para os fatos. (…) Além disso, a imprensa de qualidade de há muito adotou procedimentos de certificação de seu material, simplesmente fora do alcance do mais íntegro blogueiro individual. E, se mesmo assim, os jornais erram – e como erram! -, imagine-se a alternativa.
O tema não é simples, com certeza. A popularização da produção de conteúdos não evidencia apenas ótimos conteúdos, verdadeiros e “bem apurados”. Ainda assim, evidencia visões, diferentes ou múltiplas visões para a narrativa de um cotidiano comum.
A participação não precisa, nem deve, ser o fim do jornalismo. Essa alternativa nem deveria ser alimentada. Ainda assim, ela é recurso definitivo, lançado ao profissional da comunicação que, antes de buscar igualar-se tecnicamente ao colaborador, deveria tê-lo como recurso inesgotável de “alimentação” informativa. O que o jornalismo precisa, enfim, não é de novas dinâmicas, capazes de lidar com essas informações e processá-las?! Será mesmo que a falta de um diploma diminui a importância da colaboração de uma testemunha ou de um especialista? Ou será que o diploma, do jornalista, não lhe garante mais a eficiência técnica atribuída com tanta bravura à profissão por tantos jornalistas “tradicionais”?
Só artistas
Abril 22, 2008
Passei o feriadão inteiro trabalhando, das 8 às 21; descobri um milho fora do lugar no sachê de Catchup da Oderich; lembrei que Super Mario é o melhor jogo de todos os tempos, com o controle na mão; cansei de ver lápis e canetas no chão porque os livros desabaram na minha tentativa de organização; fiz coleção de autores, numa lista, pra conferir com a do texto; coloquei minhas mantas no sol pra chamar o frio e, ao contrário, o espantei; tentei descobrir o que Primo, Santaella, Mielniczuk, Foucault, Moretzsohn, Wolton, Levy, Thompson, Chartier e mais alguns tem em comum; nem fiquei sabendo do padre dos balões, e fui chamada de louca por causa disso; não vi sol, nem chuva, nem dia, nem noite, não vi nada; só vi letras e links, leitores e interações; descobri magia, além de tudo, no aparecimento da Jade e, agora, ao final de toda a maratona, que na verdade nem acabou, um pouco mais de arte… Só pra ficar feliz!

Fiquei com vontade de ir no Entreato amanhã, escutar o Daniel tocar…
Alguém quer ir!?
Os melhores mágicos…
Abril 21, 2008
Acabei de receber a notícia de que os melhores mágicos que eu já vi em todo o planeta agora também foram reconhecidos internacionalmente… Junior e Mateus, com sua linda assistente Jade, fizeram sucesso na VII Edição do Festival Internacional de Magia, que aconteceu este mês, no Uruguay.
Como vocês são pessoas especiais, vão poder assistir a um pedacinho da magistral apresentação desse trio canguçuense, que eu amo de paixão!!
mantinhas ao sol
Abril 18, 2008
Tirando o mofo das mantas e tentando atrair o frio para poder usá-las!! \o/
Ah, a qualidade da foto corresponde a competência óptica da Motorola nos celulares… hehe

Ando tapada…
Abril 18, 2008
… de livros, hipertexto, lãs e agulhas, interação, webjornais e teorias. Com as aulas pra organizar; o projeto, em fase de ebulição, pra terminar; o inverno invadindo as janelas e as lãs por trabalhar; o blog por alimentar; família pra cuidar; atividades pra cumprir e outras pra aproveitar. Bom, muito bom. Mas os dois primeiros andam se refastelando e ocupando os espaços das grades.
Ainda assim, quero tirar uns minutos (provavelmente no sábado) pra visitar o FISL 9.0, que esse ano acontece na PUCRS. Dizem que já há muita camiseta do Mozzila desfilando, notes e anime interagindo – ouvi algo sobre quase 7 MIL inscritos! \o/

descansa coração
Abril 16, 2008
Não sei pra onde vou
Não sei
Se vou ou vou ficar
Pensei, não quero mais pensar
Cansei de esperar
Agora nem sei mais o que querer
E a noite não tarda a nascer
Descansa coração e bate em paz
Descansa coração
Composição: Simons & Marques / Alberto Ribeiro



