Wikiworld
Março 31, 2008
Dica de Antonio Granado, no PontoMidia.
Mais um free e-book sobre o fenômeno wiki. O Wikiworld: Political Economy of Digital Literacy and the Promise os Participatory Media trata da utilização dos sistemas de participação coletiva wiki na educação. Os autores, Juha Suoranta & Tere Vadén, são pesquisadores da universidade finlandesa de Tampere.
No desconhecido do mundo
Março 30, 2008
Algumas vezes realmente abomino minha boa-sorte na vida, isso quando penso que ela pode ser sustentada à base de sofrimentos alheios… Nessas horas insisto em perguntar para o meu “eu” acomodado do presente por onde andará o meu “eu” agitado, repleto de desassossego e de boas-vontades. Esteve no meu passado, mas não continua lá. Mas também não parece passar muito por aqui, por esse meu presente calado. O cinza triste do céu da cidade reflete muito do que me vai na alma: um pouco poder, com menos ainda fazer, que se choca em relâmpagos com um todo querer chamuscado. Odeio, como todos, ser colocado frente às minhas fraquezas, minhas loucuras, minhas fraudes. Odeio porque sei que são marcas tão aparentes na minha pele, cicatrizes tão horríveis, que deveriam chocar o mundo. Circo de aberrações. Tenho a alma repleta de apelos, todos eles saltando das jaulas, mas depois voltando correndo, porque tem medo do escuro que domina as noites do desconhecido do mundo.
Estilo e talento
Março 28, 2008
Quando um indivíduo cria algo, digamos, uma composição musical, um romance, uma pintura, um filme, um vídeo, esse indivíduo se torna um autor, quer dizer, alguém que é capaz de deixar marcas, traços de seu modo próprio de criar mensagens em um processo de signos com o qual lida. O autor é aquele que interfere de modo particular e pessoal em um processo de signos.
De acordo com o escritor argentino Jorge Luiz Borges, nunca podemos estar seguros sobre o ponto exato em que a liberdade de um escritor termina e os constrangimentos da linguagem começam. Há sempre uma fronteira de luta: a luta das palavras, no caso do escritor, ou a luta dos sons, com as cores, com as imagens, no caso das outras linguagens. É nas margens movediças entre as regras de um código e a habilidade para sabiamente transgredi-las, sem feri-las, que o talento individual aflora. Em suma: não há criação ou recriação de conteúdos, sem a criação correspondente na forma, na configuração de uma mensagem.
Lucia Santaella
Linguagens Líquidas na era da mobilidade
Comédias na Planalto
Março 28, 2008

O retorno de Santa Maria, ontem, foi – pra não dizer mais nada – cômico. A Cristina…
- Dona Cristina, pra você, garota! - denuncia a senhora. – Por acaso te conheci ontem pra me tratar com tanta intimidade?!
Ah, sim, claro! Desculpe, D.O.N.A Cristina. Pois bem, a DONA Cristina foi, talvez, o ponto alto da maratona de 6 horas e meia dentro dos ônibus da Planalto, no retorno a POA. Porque, assim, mais ou menos na metade da viagem o ônibus resolveu colaborar com a proteção ambiental e simplesmente se apagou: uma pane no sistema elétrico – que acabou se concentrando ao redor de um fusível, e eu digo fusível: não fusíl ou revólver ou canivete ou palito ou pinça ou qualquer outra coisa mencionada pelos companheiros de desventura para liquidar com o motorista – nos deixou no acostamento escuro da estrada por mais de 2 horas. Tempo que, muito bem, poderia ter se estendido por 3, 4, 10 horas, visto que as ordens do motorista eram de resolver o problema ali mesmo e não acionar a empresa.
Enfim, voltando a DONA Cristina. No minuto em que percebeu que estava parada, na estrada escura, dentro de um ônibus sem janelas – porque só existem vidros nos ônibus de hoje! – a pessoa, leia-se DONA Cristina, entrou em pânico. Gritou, bateu em t.o.d.o.s os vidros, dos dois lados, do ônibus pra chamar a atenção do motorista que, na chuva, tentava tatear os fios danificados na parte traseira do falido maquinário coletivo. Depois de recobrar a oxigenação no cérebro, com um pouco mais de ar frio vindo da rua, a DONA Cristina não parou de azucrinar o povo: o motorista, então, quando consegui visualiza-lo, estava com os cabelhos desgrenhados e, muito possivelmente, não era efeito da chuva…
As moças ao meu redor gargalhavam a cada nova investida de DONA Cristina contra o motorista, e um advogado, muito quadro por sinal, tratava de provocar ainda mais a DONA Cristina, incentivando com lances cômicos os nervosismos da agitada senhora.
Ao meu lado, uma, até então, concentrada senhora, se põe ao telefone a explicar para o filho que a chegada a POA atrasaria:
- Vicente, tô parada na estrada de novo. (…) – Não sei, perto de Santa Cruz, eu acho! Sei lá, tá chovendo! (…) – Pois é, acredita! O problema é que a última vez que fiz essa viagem o ônibus também estragou e eu só cheguei em POA 10 (dez) horas depois, já era de manhã. E pior, sem as bagagens… Porque essas panes elétricas trancam os bagageiros. Foi uma confusão: trocamos de ônibus 3 vezes, e só cheguei em POA de manhã.
Pronto! Ótimo consolo. As moças voltaram a distribuir suas risadas nervosas pelo ônibus, e tudo virou piada. Menos a falta de ar, que realmente começava a incomodar a essa altura. E alguns minutos depois, outro comentário bombástico surge, do fundo do ônibus:
- Ai, pelo menos o ônibus só estragou, e não bateu em nada! Podia ser pior.
A essa altura o povo ficou em silêncio, e a tal moça, com certeza, percebeu a inconveniência da colocação… Depois de uma espera interminável, o motorista conseguiu ligar o ônibus e nos levar até um posto de abastecimento, próximo dali. O povo foi, então, curar as mágoas comendo e bebendo – que é que se há de fazer nessas horas, não!? Eu, dormi como pedra, e pareceu mesmo que se passaram dias…
Depois não teve mais graça: todos alimentados, foi esperar o outro ônibus e seguir viagem, como se nada tivesse acontecido…
Mestres
Março 26, 2008
O Mauro é o novo Mestre da família. Bem, se contar os laços estritamente sanguíneos, acho que é o primeiro! Hoje pela manhã ele defendeu o trabalho “Uma arquitetura de gerência de rede de máquinas virtuais com ênfase na emulação de sistemas distribuídos”, no PPG de Ciência da Computação da PUC/RS. Apesar do tema complicado, e da explicação mais estranha ainda, ele se saiu muito bem… Então: parabéns, guri!
…
Março 22, 2008
não precisam palavras
Março 22, 2008
Quem olha, e o quê?!
Março 18, 2008
Eye-Tracking é uma técnica usada para determinar o que um indivíduo está olhando. Ao acompanhar os movimentos dos olhos e notar o que as pupilas estão fazendo, é possível obter informações sobre o processo pelo qual pessoas entendem os estímulos visuais e os integram ao conhecimento e à memória. Essa técnica é usada para otimizar a criação e produção de comerciais de TV, online advertising, website design, ações de branding, desenvolvimento de embalagens, organização de gôndolas do varejo e brand positioning – ou seja, publicidade!
Não é a minha área, mas achei interessante esse site. Ele faz uma análise, um pouco tosca!, de qualquer endereço da Rede e apresenta uma tela com um esquema de cores correspondendo a intensidade visual de cada região: cores mais quentes, mais poder visual… É uma espécie de feng-shui para web. O legal é que o serviço desse site é grátis – e, por isso, também mais simples. Mas já dá pra ter uma idéia de como os verdadeiros eye-traking funcionam. Dá também pra testar esse esquema com os adsense do Google, pra que tem…

InTexto
Março 18, 2008

Mídia e Sociedade
Março 18, 2008
O PPG em Comunicação da UFSM está organizando o 1º Ciclo de Debates “Mídia e Sociedade – Sentidos, efeitos: circulação”. A programação acontece nos dias 25, 26 e 27 de Março, em SantaMaria, e pretende discutir televisão, jornais populares, Internet, publicidade, cultura, Relações Públicas, política, movimentos sociais… Enfim, muitos aspectos da relação mídia e sociedade. Eu fui convidada para participar de uma das mesas: “Os jornais e os desafios da interatividade” e estarei por lá no último dia.

Quer conferir a programação!?
25/03
Telejornais: estratégias e sentidos
Visibilidade Institucional na Internet
O discurso dos jornais populares e a construção da cidadania
26/03
Os movimentos sociais e a mídia
Produção de efeitos de sentido em filmes publicitários
RP como mídia para o poder público
27/03
Televisão e identidade regional
Os jornais e os desafios da interatividade
Mídia e Cultura: o consumo de música regional na constituição da identidade



