Tecno-Gourmet

Agosto 29, 2007

Esse post, que eu já tinha escrito ontem, se auto-deletou em um dos erros básicos do servidor que abriga (muito mal, diga-se de passagem!) esse humilde blog. Mas, vou tentar mais uma vez…

Apesar de não ser nem de perto o meu “ideal de solidão científica“, nem mesmo uma vontade pessoal que eu carregue desde o berço, eu divido o ‘mestrado-apertamento’ com um irmão e 2 primos. Enfim, não deixa de ter seus encantos…

Um deles é que, algumas vezes eu tenho alguns sonhos de consumo realizados ‘por tabela’, com as preciosas aquisições dos companheiros de batalha científica. É o caso, por exemplo, da panificadora que a Helena ganhou de presente de aniversário (isso é pra quem pode, vamu combiná!)…

O fato é que eu ando me deleitando em experiências tecno-culinárias com a tal da maquininha: pães integrais maravilhosos, pão de queijo, pizza… até geléia a bonitinha sabe fazer… É só colocar tudo ali dentro, ligar na tomada, apertar o botão e esperar ela te avisar quando a delícia está pronta pro consumo!

Bom, não é tão simples assim.
Quer um exemplo? Meu pão integral básico:

400ml de água aquecida por 30seg no microondas
1 clh sopa bem cheia de margarina
1 clh chá de sal e mais um pouquinho… (viu!?)
3 potes-medida de farinha de trigo integral (já vem o pote-medida!)
1 e 1/2 potes-medida de farinha de trigo
1/2 pote-medida de linhaça triturada (ou não!)
1/2 pote-medida de aveia
2 e 1/2 clh chá de fermento biológico e mais um pouquinho

Máquina programada no ciclo 2 (Pão Integral), na cor Escura e no tamanho Grande. Pronto… É só esperar… O detalhe são os ‘e um pouquinho‘ das quantidades dos ingredientes. Mas se não for assim, não fica bom!!! Fazer o quê!?

 

Viver é aparecer

Agosto 27, 2007

Os homens nasceram em um mundo que contém muitas coisas, naturais e artificiais, vivas e mortas, transitórias e sempiternas. E o que há de comum entre elas é que aparecem e, portanto, são próprias para serem vistas, ouvidas, tocadas, provadas e cheiradas, para serem percebidas como criaturas sensíveis, dotadas de órgãos sensoriais apropriados Nada poderia aparecer – a palavra “aparência” não faria sentido – se não existissem receptores de aparências: criaturas vivas capazes de conhecer, reconhecer e reagir – em imaginação ou desejo, aprovação ou reprovação, culpa ou prazer – não apenas ao que está aí, mas ao que para elas aparece e é destinado à sua percepção. Neste mundo em que chegamos e aparecemos vindos de lugar nenhum, e do qual desaparecemos em lugar nenhum, Ser e Aparecer coincidem.

A vida do espírito
Hanna Arendt

Pouca coisa me faz rir

Agosto 27, 2007

Várias pequenas coisas me deixam alegre.
Algumas poucas me fazem realmente feliz.
Pouca coisa me faz rir…

Às vezes eu acho isso horrível… Por que não se divertir com as piadas ‘tosquinhas’ que o pai conta sempre de novo!? Por que não achar graça no filme do qual todo mundo ‘morre rindo’?! Nem palhaço de circo já me fez rir…

Já ri, muito! Mas não dessas coisas… Hoje eu ri, sem parar, por uns 5 minutos. De forma compulsiva, doeu a barriga. E foi por uma ‘coisinha’ que meu irmão falou: “vou te dar uma vida digna, com livros e paz!” Nem tenta rir, o palco é que faz o artista…

Na verdade, o guri é minha fonte inesgotável de risadas! Desde pequena, ria dele rindo dos filmes. Ele ri tanto que já inspirou lendas: meu pai conta que ele encabulou um palhaço, num circo que passou pela cidade, de tanto que riu de um tombo nada proposital que o coitado levou. Imagina a cena…

Dizem que rir é terapia pra alma.
Eu acho que isso ainda preciso aprender…
Como outras milhões de coisas…

Rir, tá aí uma palavrinha que eu acho linda – já que não comentei no post do Sean! Também gosto de ‘pirilampo’, é uma palavra que dá saudade, mas não sei de quê. Por falar nisso, não gosto de ’saudade’… Parece esticada demais. Como ‘espelho’ parece curta demais – prefiro ‘mirror’, é minha palavra preferida em inglês…

Que isso tem a ver com risada!? Não sei…
Vou lá no ‘mirror’ ver o que tem de engraçado na saudade dos pirilampos…

 

multiplex…

Agosto 24, 2007

 

As lascas de um universo paralelo.
Múltiplas partes de um todo em frações…

Sentido!? Almoço de fritas e coca-cola gelada.
Os cubos, rodando, mergulhados no líquido preto e borbulhante.

Incrível como as pessoas não sonham mais…
Eu tenho sonhado tanto, acordo com as cobertas reviradas, às vezes enroscadas, por sonhos confusos, múltiplas frações de sinápses inconscientes…

Mas, tente fazer o teste: pergunte às pessoas o que elas estarão fazendo em 5, em 10 ou 20 anos. Sonhos mirrados, é o que tenho escutado. Tudo planejado: “vou ser um centímetro maior do que o passo da centopéia“.

Hopeless!

Por quê!? No fundo não sonha em ser o dono de um bar-brasilero em Fiji!? Ou queria, mesmo, ser a escritora famosa da novela das 8? Quem sabe poderia se transformar no piloto interncional que o seu pai não cogitou custear?… Oi ainda, o chefe do seu chefe… O dono da nova grande teoria científica não precisa ficar atrás, ao menos nos seus sonhos.

Por que as pessoas tem medo de sonhar?
Os sonhos são só as sinapses do seu pensamento inconsciente.
O que você teme é que se torne real?!
Ou o problema é o caminho a trilhar?

Sem borbulhas no copo, o cubo mais leve já não insiste tanto em rodopiar no líquido preto. Mas passa uma centopéia na parede, perto da folhagem da samambaia. Seus fragmentos de desejos tem menos do que 1 centímetro do passo da centopéia.

Eu estou nas asas da borboleta.
É o atrito do vento que descontrola minhas cobertas…

 

Aprendendo a aprender

Agosto 22, 2007

Mais uma vez: acho que a única coisa que eu sei fazer, mesmo, na vida é aprender. A sensação de adrenalina e desconforto que eu sinto frente a alguma novidade, alguma coisa que nunca conheci, é até indescritível. Sempre gostei de desafios, aprendi desde pequena a não fugir das coisas, enfrentar os obstáculos. Não que a perna não trema, mas eu sigo caminhando. Com a coisa de aprender, é assim: a adrenalina sempre me provoca a sensação de desafio. Sempre me deixa com vontade de querer mais. De seguir em frente. De saber.

 

Mas uma coisa é você descobrir um fio da curiosidade que te leve pra uma generalidade, uma coisa sobre a qual você tem interesse em saber, mas não vai dedicar um tempo maior pra aprofundamento. Gosto de livros, amo livros. Gosto de aprender sobre livros e gosto de ler sobre o que descubro dos livros. Mas não sei gostaria de estudar literatura, se gostaria de me aprofundar no romantismo europeu ou no parnasianismo tupiniquim…

 

Outra coisa é você descobrir sobre coisas que são parte do seu universo de estudos. Ouvir, ler, sobre conceitos e idéias, métodos e leituras aos quais nunca tinha realmente se detido. Conhecia um texto aqui, uma referência ali. Só. Essas horas me fazem tremer a perna. Cada novo esquadro da pesquisa tem me feito sentir a adrenalina e o desafio por querer saber mais…

 

Isso é ótimo! Ponto.
Mas isso é enlouquecedor… Até que a coisa deixe de ser um ‘grande mistério’, até que eu me familiarize com os conceitos, com as leituras.

 

São épocas de transe, quase isso!
E eu estou em uma!…
Isso é bom, não se assutem!
Mas a perna está tremendo…

 

A Casa de Papel

Agosto 18, 2007

Acabou de chegar… E eu já devorei!
A Casa de Papel (Francis, 2006) é um livro curioso, em vários sentidos! Primeiro, difícil de encontrar (mas tem na Cultura, R$18), depois que foi uma indicação do Reges, que ouviu falar do livro e postou sobre… E foi salvo por uma leitora do Errudito!

Enfim…

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104 páginas, vencidas em questão de uma agradável horinha! Isso mesmo. Leitura leve, leitura pesada! O autor, Carlos María Domínguez, é um argentino erradicado no Uruguai desde 1989 e este livro dele recebeu o prêmio Lolita Rubial de Literatura.

A história é um verdadeiro vendaval com livros. Um professor de literatura hispânica de Cambridge se vê a frente de um mistério: após a trágica morte de uma colega de universidade – atropelada enquanto lia um poema de Emily Dickinson – uma misteriosa correspondencia, endereçada à finada professora, colaca em suas mãos uma versão de “A linha da Sombra”, de Joseph Conrad, encrostada de cimento.

A dedicatória do livro, escrita pela própria professora, leva o nosso narrador até o Uruguai e, também, em uma viajem ao mundo da literatura. Se os livros mudam o destino das pessoas, em A Casa de Papel descobrimos que as pessoas também mudam o destino dos livros, às vezes de maneiras indescifraveis…

 

Freqüentemente, é mais difícil desfazer-se de um livro do que obtê-lo. Aderem-se a nós com um pacto de necessidade e esquecimento, tal como se fossem testemunhas de um momento de nossas vidas ao qual não regressaremos (p. 19).

 

Pecado do dia: gula

Agosto 18, 2007

Gula por livros, veja bem!
Sim, né?! Não vou pagar academia pra morrer pela boca…
Mas morri de felicidade com as minhas comprinhas:

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Leitura das notícias: contributos para uma análise do discurso jornalístico ou, em PT-BR “Para entender as notícias: linhas de análise do discurso jornalístico” – Cristina Ponte

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As palavras e as coisas
Michael Foucault

Interação Mediada por Computador
Alex Primo

veja o site do livro

Modelos de Jornalismo Digital
Elias Machado
Marcos Palacios

O novo espírito CientíficoBachelard

 

E, como não sou de ferro:

A Casa de Papel
Carlos Maria Domínguez
Dica do Reges

O último leitor
Ricardo Piglia

 

…poética

Agosto 17, 2007

Para entrar em estado de árvore
é preciso partir de um torpor animal de lagarto
às 3 h da tarde, no mês de agosto.
Em dois anos a inércia e o mato
vão crescer em nossa boca.
Sofreremos alguma decomposição lírica
até o mato sair na voz.

Hoje eu desenho o cheiro das árvores.

barulho.blogspot

Eu tava assim: pra caminhar, morria; pra ler, morria; pra levantar, morria… Tudo cansava! Claro, anos de sedentarismo!! Por isso, cedi aos apelos mais enérgicos do meu corpitxo e ao entusiasmo da MC… Paguei, e agora vou ter que ir pra não perder o investimento: academia!

Na verdade, não tem coisa melhor.
Exercício de leve, só pra liberar endorfina e melhorar o astral…
De quebra, ainda vou ter umas experiências orientais com as tais aulas de ‘ballance’, que é uma coisa parecida com yoga, mas pra ocidentais… P

Será que é disso que o Brasil tá precisando? Umas doses de endorfina?
Sim, porque ultimamente tá todo mundo cansado!!…

A Márcia, o Xôn, o Reges, a Ana e até a Penkala (que faz dança flamenca, que invejinha!) comentaram sobre o ato dos cansados que vai acontecer amanhã, em frente a Catedral da Sé, em SP.

O Brasil dos sedentarios-mor estará reunido na rua, num sol escaldante de meio-dia, de pé, pra ficar um minuto em silêncio. E tudo porque eles estão suuuper cansados!… Mas, cansados de quê mesmo?!

 

Ah, quer saber? Tá cansado, senta!
Ou faz como eu, que preferi o exercício!

Boa idéia! Como de avião não dá mesmo, acho que eles deviam era fazer uma caminhada até Brasilia. Assim iam ver o que é cansar…

Continua a minha dúvida, lá no Xôn!
E se eu sentir vontade de rir na hora do silêncio?

Trabalhos, neh!?

Agosto 15, 2007

Hoje encerravam as inscrições de trabalhos no Seminário Internacional de Comunicação da PUC. Eu já tinha avisado!!!

O meu artigo, Construção Jornalística Coletiva: Considerações acrca do Universo dos Weblogs, foi ‘previamente’ aceito – o que quer que isso signifique!! – no GT de Jornalismo. Legal… Em novembro estaremos lá, então!