How happy is the blameless vestal’s lot!
The world forgetting, by the world forgot.
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each pray’r accepted, and each wish resign’d;
Labour and rest, that equal periods keep;
“Obedient slumbers that can wake and weep”;
Desires compos’d, affections ever ev’n,
Tears that delight, and sighs that waft to Heav’n.

Eloisa to Abelard
Alexander Pope

 

Razão e Loucura

Junho 29, 2007

Andava pensando de onde havia tirado o ‘Razão da Loucura‘, que batiza oficialmente o blog desde o seu comecinho, em Dez/2005… Sabia que tinha algum ‘porquê’ em alguma coisa lida, mas não lembrava de onde. Lembrei!…

Relendo a “Ordem do Discurso” do Foucault:

… Penso na oposição razão e loucura. Desde a alta Idade Média, o louco é aquele cujo discurso não pode circular como o dos outros: pode ocorrer que sua palavra seja considerada nula e não seja acolhida, não tendo verdade, nem importância, não podendo testemunhar na justiça, não podendo autenticar um ato ou um contrato, não podendo nem mesmo, no sacrifício da missa, permitir a transubstanciação e fazer do pão um corpo; pode ocorrer também, em contrapartida, que se lhe atribua, por oposição a todas as outras, estranhos poderes, o de dizer uma verdade escondida, o de pronunciar o futuro, o de enxergar com toda ingenuidade aquilo que a sabedoria dos outros não pode perceber. É curioso constatar que durante séculos na Europa a palavra do louco não era ouvida, ou então, se era ouvida, era escutada como palavra de verdade. Ou caía no nada – rejeitada tão logo proferida; ou então nela se decifrava uma razão ingênua ou astuciosa, uma razão mais razoável do que a das pessoas razoáveis. De qualquer modo, excluída ou secretamente investida pela razão, no sentido restrito, ela não existia.

Pois eh!…
Até que o Renato vêm bem a calhar, mesmo:

“Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo,
prefiro acreditar no mundo do meu jeito…”

Lispector

Junho 28, 2007

De quando em quando preciso recuperar Clarice… Não tem jeito!!

Quanto a mim, só sou verdadeiro quando estou sozinho. Quando eu era pequeno pensava que de um momento para o outro eu cairia para fora do mundo. Por que as nuvens não caem, já que tudo cai? É que a gravidade é menor que a força do ar que as levanta. Inteligente, não é? Sim, mas caem um dia em chuva. É a minha vingança.

A Hora da Estrela

 

Hahaha

Junho 28, 2007

Sabe como funciona o mouse????
AGORA VAI SABER…

Coisas de Gisele

+ novembro!

Junho 28, 2007

Estava relatando os eventos de novembro, em uns posts atrás
Hoje chegou mais uma chamada por e-mail:

II Seminário e Mostra Internacional Mobilefest

O MOBILEFEST acontece em SP, de 21 a 23 de novembro!
O tema gira em torno da questão ‘Como a tecnologia móvel pode contribuir para a democracia, cultura, arte, ecologia, paz, educação, saúde e o terceiro-setor?

As inscrições podem ser feitas até o dia 31/Jul!! saiba COMO aqui!

3º conhecimento

Junho 27, 2007

 

Tinha feito um preâmbulo enorme acerca do PPGCom, da ligação entre comunicação e informação! Ah… Bobagem, vamos ao que interessa…

3º conhecimento é um conceito que vêm sendo desenvolvido pela prof. Regina Marteleto (atualmente pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas). Fiquei intrigada, acho que ele merece uma atenção especial da comunicação…

Não sei se há, em si, um conceito para o Terceiro Conhecimento… A professora Marteleto destaca que “o terceiro conhecimento é uma categoria analítica e, ao mesmo tempo, um operador empírico utilizado para estudar uma modalidade de saber produzida pelas interpelações que se fazem as diferentes formas de conhecimentos atuantes nas práticas de intervenção social”.

Assim, não se estaria falando nem de um conhecimento científico ou acadêmico; nem de um conhecimento popular específicamente. Esse conceito se relacionaria mais fortemente com o conceito de ‘construção compartilhada do conhecimento‘ – trabalhado por Victor Valla na idéia de ‘3ª informação’ – que se supõe gerado em ações sociais coletivas. Essas ações coletivas levam em conta também a ciência, mas com ela o conhecimento histórico e o popular.

O Terceiro Conhecimento existe, enfim, como uma possibilidade: não é intenção mas também não é resultado, se configura em uma terceridade, algo entre-meios. “O terceiro não se produz, assim, por média simples de dois fatores em estado puro – o conhecimento erudito e o popular – porque cada parte que se articula para a construção é ela mesma um campo compositório de sentidos, discursos, interesses, informações”.

A perspectiva dessa questão se alicersa na educação popular e saúde. É uma problemática de base, ‘bem local mesmo’ – com perdão das redundâncias… Mas segue ao que, resguardadas as proporções, têm sido foco intenso de estudos na cibercultura: os processos de interação, construção coletiva, autoria…….

Talvez seja a algo a se levar em conta.!

A Luiza nasceu hoje de manhã!
E já nasceu ‘online’…

luiza.jpg

Uma menina linda!
Chegou ao mundo às 08:08AM, com 46 cm (acreditam????) e 3125g!
PARABÉNS, papai e mamãe!…
Muitas alegrias pra essa família linda!

E parabéns também pra vovó Enoi e pro vovô Érico!

bem Assim…

Junho 26, 2007

Passando pela porta entreaberta do escritório, chegou a um salão cujas paredes eram decoradas com pinturas de galos; no meio do salão havia uma pequena rinha. De repente, Ka entendeu que estava apaixonado por Ipek…

No sexto capítulo de Neve,
de Orhan Pamuk.

Hyperwords

Junho 26, 2007

Pra mim é novidade, mas alucinouuuu!
Estava futricando nos plugins do Mozilla quando…

Descobri o Hyperwords Project
Tem até um videozinho explicativo! Adorei!!!!…

Um pequeno imprevisto

Junho 25, 2007

129cortina-pronta-2.jpg

Eu quis querer o que o vento não leva
Prá que o vento só levasse o que eu não quero
Eu quis amar o que o tempo não muda
Prá que quem eu amo não mudasse nunca

Eu quis prever o futuro, consertar o passado
Calculando os riscos
Bem devagar, ponderado
Perfeitamente equilibrado

Até que num dia qualquer
Eu vi que alguma coisa mudara
Trocaram os nomes das ruas
E as pessoas tinham outras caras
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa

Um Pequeno Imprevisto
Thedy Correia – Herbert Vianna