Vai dormir pra chover.
Maio 31, 2007
Ouviram isso? Vai dormir pra chover. Essa é a reprimenda, a terrível reprimenda que saiu de sua voz. Eu ouvi e pedi para também ser insultado.
Troque um desaforo por um poema.A boca não ficará mais perfumada, mas a terra sim.
…A chuva é quando me confesso. Nunca poderei me salvar num dia de sol, numa manhã esquartejada de azul. Como pedir desculpa com a luz me empurrando para a rua? A redenção surge com a chuva, os relâmpagos montando pandorgas nos morros. A chuva me transporta para a casa, para as gavetas, para o abajur. Aos lugares mansos e pantanosos de mim. A chuva e lá vão os olhos a nadar ida e volta. Ida e volta. Ida.
(Carpinejar…)
EU QUEROOOOO
Maio 30, 2007
Cenas do texto
Maio 30, 2007
Eu fiquei pensando em um aspecto da aula de Hipertextualidade de hoje de manhã. Se pensarmos no texto eletrônico (e imaginem isso em relação ao weblogs, por exemplo!), devemos pensar em tudo o que faz parte dele, ou o completementa. A idéia era a de que, mais do que o texto em si, os hipertextos, os intertextos, as formas narrativas, a configuração da página (tipo os comentários se abrirem na própria página ou em pop-ups), as imagens que eu utilizo, o formato e o tema que seleciono pro blog, os link aos quais faço referência na minha blogroll, os detalhes (flags – como a do mozzila, adsenses, tonalidades…), enfim… TUDO É PARTE DO MEU TEXTO!
Isso tem sentido…
Eu estava olhando CNN agora, no intervalo do almoço! Coisa que nunca faço. Reparei que as intervenções de jornalistas correspondentes eram padronizadas em um sentido específico: o correspondente da Alemanha tinha o inglês carregado do sutaque ‘gritado’ alemão, o do Iraque carregava o sotaque tal… E assim por diante!
Nunca tinha pensado que a sonoridade do correspondente pudesse fazer parte do texto e, talvez, até do contexto do noticiário. Isso é mais do que diagramar o telejornal, são sutilezas que podem auxiliar o leitor do blog ou telespectador do jornal a saber por onde pisa, e de onde o narrador lhe fala…
Interessante!
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Ah, entreguei o artigo de Narrativas Jornalísticas.
Preciso confessar que ‘não sei, não’!
Tô me sentindo uma nula, completa!
Não ficou fora do que eu havia planejado em termos de ’sobre o que falar’…
Mas descobri que não entendo bulhufas de narrativas e enunciados!…
Um problema! Mesmo.
Emoês, virus e narrativas…
Maio 29, 2007
Parei um pouco, tentando respirar e terminar a revisão do artigo de Narrativas Jornalísticas, aquele mesmo de ontem! Achei uns vídeos horripilantes no youtube (ESSE e ESSE) e mandei os link pro meu primo adolescendo que agora descobriu os emos e não pára de escrever coisas em emoês… Cuida a historinha:
Hj tow Me SeNtiNU 1/2 mAU…… acORDEI i NAuM vi A emuxXxAH…MINhAH KoRuJaH di pELuCIAh FofUxXxah…… Kd VuxXxe??!?! koiTAdEEnHAh…dEVi Te KaidU dah Kamah…di nOVu…… sOH DI peNSAH nIXXu jah xXxORei…… KI VidAH KRueu…… Naum PoXXU DExXxaH ELAh sozinhAh NEm pOR 1 SiGuNdu……………… UfAh…ki alIvIU!!!!! ELAh Tavah akI…EMBaixXxu DU mEu xXxeiRinHU kKkkKKkKKKK
Enfim… Um novo dialeto – pertinho do internetês só que BEEEEEM mais chato!!!
Também tive que aturar mais uma centena de e-mais de vírus do orkut, mas recebi um novo: da VIVO! Êta gente criativa!!!
Eu vinha recebendo uns 30 e-mails diários falando em como eu ia perder minha conta no g-mail e como poderia ser banida do orkut se não respondesse o formulário! Tentativa mais do que brega, e chata! Quem vai cair nisso?! Passa o mouse no link e ele já lê o .exe!! Chega, né!?
Eu ainda não conhecia o da Vivo! Eles mandam um e-mail dizendo que torpedo virtual, sei lá o quê!, e te direcionam pra um link do miarroba – como se a Vivo fosse mesmo utilizar um servidor bagassa desses, neh!? Huaihauia! Que gente idiota – os que caem nessa, claro!

Ah, essa gente cansa minha beleza!
Eu tenho que ficar apagando essas porcarias no gmail… :/
Melhor é voltar ao trabalho!!…
Meme, meme, books!
Maio 28, 2007
Senti a obrigação, né!?
Todos respondendo o meme que a Pinta repassou, também cumpro a deliciosa tarefa!
Aproveito e descanso do tenebroso surto que a finalização do artigo do seminário de Narrativas Jornalística está espalhando pelo PPGCom… Hehehe! Na verdade, pelo andar da carruagem nos últimos dias, tive que pensar um pouco sobre “O que ando lendo“! Ainda mais que livros técnicos estão fora da jogada…
Enfim… Vamos lá!
Encerrei na semana passada o segundo livro da trilogia “Senhor dos Anéis“, espero poder ler o terceiro em breve, mas confesso que esse segundo cansou minha beleza!… Eu nunca gosto do episódio do meio, incrível! Sou 8 ou 80!… Enfim, depois de ler “O Hobbit” em 2 tardes, pago os pecados lendo a trilogia em 2 anos! Ninguém merece…
Claro que tenho váááários livros ‘pendurados’, no estilo MC – que pretendo terminar algum dia! Entre esses figuram coisas como “O Idiota“, do Dostoievski – que, até onde li, é ótimo! Sei lá!…
Terminei semana passada o “A Menina que Roubava Livros“, que já comentei aqui. Comecei a ler “Neve“, em e-book porque a grana está curta, mas parei com a chegada do “A Menina…” e preciso retomar! Acho que li 3 páginas, no máximo! Em e-book, também, estou por começar “O Homem Duplicado“, do Saramago! Mas está na estante esperando o artigo do Fernando ser entregue! Sei lá o que mais! Esses dias tentei começar o “Neuromancer” de novo (86ª vez, eu acho!) e, de novo, desisti! Preciso de mais intelecto pra ler aquilo!…

Ah, e claro! No meu “Lendo…” tá o “La Revolucion de Los Blogs“, do Orihuela – que chegou essa semana! Mas esse também tá na estante, ao menos até amanhã – quando eu entrego o bendito artigo!…
Tah! Chega por agora!
Repasso o meme pra Helena, apesar do Reges ter feito isso antes, e pra Gisele, Murilo, Maurinho, André, Lucio, Fusketes, Pablo, Lisi, Larissa, Vilso, Jairo, Ursula, Tati e quem mais estiver interessado! Lembrando que ja exclui de replicar o povo que a Pinta indicou originalmente! Esses eu confiro por lá! Hehehehe
Nos minutos que eu testei…
Maio 28, 2007
Coloraaaado. INTERNACIONAL. Deus cuida. Gremio. aeeeee. Te Amo. Brazil. Sport Recife. Brasiiiil. fodo. OLA. Braziil. Folia!. Uma Merda. Admilson. Voce. Paulo, Brasil. … Algumas em inglês nos entre-meios e muuuuuitos xingamentos em português!!!
Brasileiros, como de costume, monopolizando a nova brincadeira!!! ![]()
Tá! A DoubleYou, uma agência de publicidade de Madri, desenvolveu um site que recebe mensagens dos internautas e as mostra em um painel eletrônico, dentro do escritório da agência! No site os internautas conferem, ao vivo, as mensagens que estão sendo apresentadas no mostrador através de uma webcam!!
Meu teste deu certo… Bem divertido!
Eu só não entendo como eles conseguem trabalhar com aquele letreiro acima das cabeças…
Fake Trailers…
Maio 27, 2007
Depois dos fakes no orkut e das tags falsas da MC, a novidade é… Trailers falsos!!!!
Sim… Os trailers são muuuuito importantes para os filmes. Tem gente até se especializando em construção de trailer, tem prêmio pra trailers e tem trailer que é até melhor que o próprio filme, diga-se de passagem! Agora existem também os ‘fake trailers‘.! Como ESSE, por exemplo!
O Grito
Maio 27, 2007
Carpinejar
Quem grita não chama ninguém, quem grita nem chama a si mesmo, porque não se escuta. O grito não tem altura de chegar, não tem ombros. O grito esquece rápido do que estava dizendo. Para gritar mesmo, o grito não sai, o grito é mais repuxo do que repouso. O grito é a lembrança do que seria o grito se tivesse menos força, mais direção. O mistério é não falar alto. Recomendo sussurrar, aí sim as pessoas se aproximam.
Profissional…
Maio 26, 2007

Enfim, sou jornalista – e tenho uma pata-pantufa de cor lilás!!!
Busquei hoje o meu registro….
Colecionavel
Maio 24, 2007
Havia dias em que o emocionante era esperar. Os longos minutos passavam leves, enquanto ao redor praticamente tudo permanecia suspenso. As cores escorriam no céu, acompanhando como um rastro o caminho sempre enfadonho do sol.
Desses dias, lembrava-os quase todos! Faltava aquele entre o céu de chuva do começo de semana recoberto pela chegada do frio e, o próximo de que lembrava, o céu limpo e rosado – de começo de manhã – com cobertura de vento! Sem bem certeza, pensou que entre os dois céus rachados de um sol de verão faltava um outro, coberto de nuvens carregadas – ao menos lembrava da chuva torrencial de 7 minutos.
Pensava agora em como teriam sido. Não lembrava ao certo quando começara a colecionar os dias, mas o atormentava que, entre um riso e uma aposta de quem consegue atirar a pedra mais longe na lagoa, tenha perdido no emaranhado da memória o que se desenhava na lousa infinita do horizonte.
Enfim, tudo precisa começar de algum lugar.
A dificuldade agora era, em meio a tantos dias e cores, achar uma forma de encontrar aquele em específico. Será que essas falhas entre alguns céus sempre estiveram ali e ele não percebeu? Ou seria apenas um erro em alguma parte do sistema de armazenagem? Será que ele estava procurando no lugar errado? Será que ele não tinha capturado aqueles dias?
Percebeu que precisa concentrar suas energias em não perder outro dos dias. O fatal para qualquer bom colecionador é a organização, a manutenção de seu acervo.
Não perdeu tempo e, enquanto fazia o registro daquele céu azul, com nuvens branquinhas e fofas espaçadas como almofadas num sofá, se encaminhou para a loja da Rute (ela só colecionava selos, mas era uma amiga!) afim de encontrar o livro certo – aquele que lhe ajudasse a encontrar a melhor forma de organizar a coleção.
No caminho, quase na esquina da rua que tomaria para ir até a ‘Shakespeare’, reparou que o menino o olhou com vigor. Não que fosse um costume reparar nos passantes, ali foi diferente. Parou por cerca de 2 segundo, apenas para recompor o pensamento e seguiu, intrigado com a cena – como diria Rute: ele teve um momento…
Recomposto, já na curva da rua, percebeu que mais um sol lhe escapava dos registros. Havia um dia chuvoso, melancólico de outono e outro, um cinza carregado que acabara como uma noite estrelada. Entre eles havia alguma coisa… Parecia mansa, magra… Ele não conseguia distinguir bem. Será que choveu? Pode ter sido um daqueles dias em que a neblina toma conta e parece que tudo está slow! Mas ‘podia’ não é condição de um colecionador!
Se desesperou e correu, precisava de ajuda! No caminho sentiu que um céu lilás e quente lhe escorreu pelo braço, pensou em pegá-lo com a mão mas não foi rápido o suficiente – havia sumido.
Enquanto ele corria, as cores caiam, a chuva sumia e tudo parecia estar corrompido! O que estava acontecendo?
Parou. Pensando que se ficasse quietinho conseguiria rápido encontrar a solução, pensando que se ficasse quietinho também os dias cessariam de se agitar e sumir. Quando percebeu tudo estava sumindo. Algumas das cores que ele sabia existirem ele nem conseguia mais ter certeza como eram. Sumiam os cheios, as matizes, os sons…
Sentia um peso tão grande sobre o corpo que não conseguiu continuar. Sentou na calçada e, por alguns momentos, chorou a perda de toda uma vida de trabalho árduo. Entre a centésima e duzentésima lágrima ergueu o rosto. Um pequeno raio de sol escapou por entre uma nuvem e lhe tocou. Como meninos tímidos que espiam por trás da saia da mãe, outros pequenos brilhos surgiram – perfurando a fofura da nuvem…
O brilho dos raios na água da lagoa a sua frente o animou…
Apesar de tudo, ele era um colecionador.Ficou parado, sentado na calçada e observou. Enfim se levantou e lentamente foi tomando o rumo de volta. Ao caminhar para casa percebeu os rostos a sua volta. As luzes faziam sombras e revelavam aspectos diversos em cada rosto que passava por ele.
Foi ali que começou a sua nova coleção.


