Lá vem ele…
Abril 29, 2007
Tá bem! Todo mundo é muita gente… Mas várias, várias pessoas lembraram de falar do muito-bem-vindo outono, que começa a se marcar também na ainda-mais-linda Porto Alegre.! Eu não fico de fora – porque, oras, eta coisa linda esses dias de outono…
Começa bem, então: café quente, sofá e edredom e um bom livro, com cheirinho de novo… Que vida!!
…
Abril 27, 2007
Por quê?? Por que, entre um gole e outro, essa idéia não some?
É simples: just go away…
Uma olhadela e, na direita, sobre a mesa, ao simples alcance da mão, o aparelhinho pode dar as resposas. Por que o medo? É só clicar, clicar, clicar e clicar de novo. Escolher as letrinhas e fazer a pergunta.
TIRA ESSE OLHO DAÍ! Não mexe com quem está quieto.
Tu tá quietinha, menina.! Esquece isso.
… AHHHHHHHHHHHHH!
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¿Quien sabe cuándo,
cuándo es el momento de decir: ahora?
Si todo alrededor te está gritando:
¡Sin demora, sin demora!
(inoportuna – Jorge Drexler)
Quem quer superpoderes?
Abril 26, 2007
Eu não gosto de colocar matérias aqui, mas essa é legal…
O Super-Homem que se cuide, porque encontraram kriptonita na Terra! Pois é, a EFE disse e o G1 repetiu, que uma equipe de cientistas britânicos analisou um desconhecido mineral achado em minas da Sérvia por geólogos do grupo minerador Rio Tinto e descobriu que sua composição química coincidia com a descrição da “kriptonita” apresentada no filme “Superman – O Retorno“.
Segundo a matéria, o mineral descoberto – consideravelmente duro mas muito granulado – não poderá se chamar “kriptonita” porque não tem nada a ver com o criptônio, gás nobre incolor que consta da tabela periódica. O seu nome será jadarita, porque foi descoberto numa mina da região de Jadar, no oeste da Sérvia.
Como o mnério vai ser exposto a partir da próxima semana no Museu Natural de Londres, quem sabe os visitantes não consigam passar a mão na pedra e ganhar algum dos poderes do Homem-de-Aço?!
Eu queria a audição super-poderosa e, talvez, aquele esquema de ver através das paredes… Hahaha! Nem sou curiosa, então!…
Enfim o SL Brasil
Abril 24, 2007
Todo mundo falou nisso no ano passado. Agora, enfim, aconteceu o lançamento do Second Life Brasil! Eu estou realmente sem tempo e sem máquina pra testar o esquema, ao menos por agora! Mas algumas coisinhas estão ‘de cara’ na navidade: o vínculo com o Second Life é total…
1) Pode-se utilizar o avatar que já existia no Second Life;
2) Quando a versão tupiniquim é instalada, seu avatar está (inclusive) no mesmo lugar em que você o deixou na última visita à versão tradicional;
3) Todos os menus estão em português, mas é tudo relativamente identico à versão original;
4) TUDO é pago: até o ar que se respira – pra fazer qualquer coisa a conta precisa ser premium (PAGA!);
5) A Kaizen Games e o IG, promotores da versão, criaram o Kaizen Cash (KC$), que pode ser cambiado em Lindens: você compra KC$ em reais e depois, se quiser, converte em Lindens.! Bem mercadológico…
Agora falta ter tempo pra experimentar de verdade!…
Parafernalia
Abril 23, 2007
Algumas vezes as coisas parecem ter sido feitas para nós, exclusivamente. Abrimos o jornal e lá está, uma coluna inteirinha, assinada pelo Ms. Colunista Famoso, descrevendo até os nossos mais ‘bem-guardados-escondidos-no-mais-profundo-de-nós’ sentimentos. Pode acontecer no engarrafamento, quando estamos quase a beira de um ataque de nervos pelo atraso que, possivelmente, vai nos fazer perder a reunião importante, o cargo que estávamos esperando, e talvez, até mesmo, o emprego. Ligamos o rádio, nesse momento de caos rodoviário, e ouvimos o locutor falando sobre nós. Bem… Não necessáriamente sobre nós, indivíduos, mas a coisa toda é tão bem articulada, tão bem desenvolvida – com detalhes e tudo – que parece impossível que esses caras não tenham alguma conexão com o alto escalão da CIA e tenham passado a semana nos vigiando.
Afora o mundo das comunicações, isso também acontece, às vezes, nas conversas entre-salas… Um inocente cafézinho que sentimos vontade de tomar nesse momento – ninguém sabe porque o momento é exatamente ‘esse’ – nos encaminha para a parede exatamente ao lado da sala de um colega que, entusiasmadamente, quase um conferencista internacional, elucida pormenores de algum tema muito semelhante à situação que nós vivenciamos no momento – mas da qual ninguém mais, além do seu ‘eu filosófico’ próprio, conhece.
Sim. Pode ser na rua – os anuncios às vezes podem ser cruéis; em casa; nas férias… Conspiração realmente não tem lugar – podendo até mesmo ser inconveniente… O certo é que, naquele momento, nós temos vontade de morrer. Apanhados em nossa mais profunda miséria e humanidade. Colocar a cabeça no buraco pra se esconder já não é mais resposta, não é suficiente.
Humanos a parte, e como não existem tantos dramas diferentes disponíveis no mercado, as lástimas frequentemente se repetem, se confundem em diferenças míseras. Saúde, amor, morte, filhos – não necessariamente nessa mesma ordem… Os temas são poucos, as variações limitadas. Não é preciso ser expert pra falar sobre a vida de alguém que não conhecemos – claro, se nos atermos à trivialidades.
O mistério é fazer isso de forma a que muitos se identifiquem… Generalidades! Mas há também que ter talento, ’seránão’? Afinal, para quem vive ‘o drama’, poder ser tocado dessa forma por um texto, um som, uma voz, pode ser maravilhoso, apavorante, reconfortante, mas… sempre, transformador.
Eu gosto de quem me diz o que não é provável, o que eu não pensaria sozinha, o que não é, ainda, parte de mim. Gosto de ser desafiada a entre-olhar o outro lado, verificar possibilidades, modificar atitudes. Não que seja fácil, não é. Mas o mistério é exatamente esse: redescobrir-se pode doer, mas vale o sacrifício. Nos tornamos melhores (menos piores, piores até!, não mudamos?).
É o que gosto nas colunas, é o que amo na poesia, é o que aprecio na música, é o que busco na pesquisa, no jornalismo, na vida… MUDAR, nunca parar. Mudar mais uma vez…
Ah… o PRIMEIRO!
Abril 19, 2007
Enfim saiu o aceite dos artigos do CELACOM e, quem diria…
Prezada Pesquisadora Laura Strelow Storch
Informamos que o seu trabalho “Weblogs como ferramentas jornalísticas através da análise das notícias on-line” foi aceito para ser apresentado no CELACOM 2007 que acontecerá na Universidade Católica de Pelotas, em Pelotas, Rio Grande do Sul, no período de 07 a 09 de maio de 2007. Sua apresentação deverá ser de 10 a 15 minutos (no máximo).
Meu primeiro artigo! Que lindo… \o/\o/\o/
Notem os detalhes de ‘pesquisadora‘ e ‘aceito‘… Hihihihi
Drummond, né!?
Abril 18, 2007
Além da terra, além do céu
no trampolim do sem-fim das estrelas,
no rastro dos astros,
na magnólia das nebulosas.
Além, muito além do sistema solar
até onde alcançam o pensamento e o coração,
vamos!
vamos conjugar
o verbo fundamental essencial
o verbo transcendente, acima das gramáticas
e do medo e da moeda e da política,
o verbo sempreamar
o verbo pluriamar,
razão de ser e viver.
(Drummond)
O sonho de Mellarmé
Abril 18, 2007
Stéphane Mallarmé [1842-1898], poeta francês do século XIX, foi também um sonhador…
O sonho de Mallarmé, perseguido durante toda a sua vida, era dar forma a um livro integral, um livro múltiplo que já contivesse potencialmente todos os livros possíveis, ou talvez uma máquina poética, que fizesse proliferar poemas inumeráveis; ou ainda um gerador de textos, impulsionado por um movimento próprio, no qual palavras e frases pudessem emergir, aglutinar-se em arranjos precisos, para depois desfazer-se, atomizar-se em busca de novas combinações. [...] O Livre deveria ter uma forma móvel e sem fim, que apontaria continuamente para novas possibilidades de relações e horizontes de sugestões ainda não experimentados. Suas ‘páginas’ (se é que se pode chamar assim) não obedeceriam a uma ordem fixa, seriam intercambiáveis e se deixariam permutar em todas as direções e sentidos, segundo certas leis de combinação que elas próprias, na sua procura pelo orgânico, engendrariam…
A Máquina e o Imaginário
Arlindo Machado
Eu realmente gosto de colecionar as idéias desses caras, né!?
Mas… Então, o que isso te parece?
Vale lembrar que “esse livro – o Livre de Mellarmé – jamais pôde ser concluído (mas à um livro desses cabe a idéia de completude?) restando apenas, como indícios do projeto, fragmentos, anotações esparsas, apontamentos quase ilegíveis, recuperados graças a um notável trabalho filológico de Jacques Scherer (1957)”.
no Intervalo
Abril 17, 2007
Todo fim de dia era igual: a bicicleta parava em frente a casa de janela azul, fechada. Enquanto a mão movimentava a engrenagem do freio, um pé escorria leve ao lado do cordão da calçada para encontrar seu apoio no chão. Alguns segundo, nada mais, mantinham o olhar do garoto fixo na janela… Um movimento na casa, a luz surgia pela janela, alguém deixava uma marca de silhueta entre as cortinas e depois sumia. Janela fechada, luz apagada. O pé se movia, mas o olhar não… A bicicleta se afastava pela rua e sumia, na dobra da esquina adiante.
Todo começo de dia era assim: pela mesma hora, quase junto com o garoto do jornal, surgia na esquina a bicicleta – ela nunca cansava de desfilar – e com agilidade de dançarina ela escorregava até novamente parar em frente à casa de janela azul. Enquanto a mão movimentava a engrenagem do freio, um pé escorria leve
ao lado do cordão da calçada para encontrar seu apoio no chão – só que agora ao avesso, pé contrário. Um gato espiava pela janela, entrescondido pelas cortinas da janela azul. Mas não havia movimento além…Todo dia era igual. Eu assistia a cena como se lesse um romance, como se assistisse um intervalo esperando o começo de alguma coisa importante, um dia ou uma noite. Grande coisa…
Até que, naquele dia, o garoto do jornal atrasou. Sem jornal, sem gato… A bicicleta apareceu na esquina, movia-se mais desastradamente do que o habitual. Eu sabia que alguma coisa não estava bem. Enquanto a mão movimentava a engrenagem do freio, um pé escorria leve ao lado do cordão da calçada para encontrar seu apoio no chão. Ele fitou a janela, demorou mais que o habitual. Eu pressentia o desastre, algo não estava correto.
Enfim, o rapaz se afastou com a bicicleta e desceu a rua, como sempre fazia. Quando já era nada mais do que um pontinho colorido um gato atravessou a rua e entrou na casa, assustado com o movimento do garoto que jogava o jornal. Um jornal, um gato e nenhuma bicicleta.
O dia passou, e outro e mais um. O intervalo acabou…
Na casa da mãe: pizzaaa!
Abril 17, 2007
Entre um clique e outro, fui dar uma espiada no blog do André…
Ele ainda não deixa as pessoas comentarem no lá, mas às vezes (entre incontáveis posts criptografados sobre programação e sei-lá-o-que que eu abandonei na informática pra nunca mais olhar…) ele comenta coisas normais: cinema, filmes, a ‘terrinha’, o PelotasCenter… Pois eh, é coisa dele!
Bem, e qual não foi a minha surpresa ao saber que, finalmente, Canguçu vai ter alguma opção de estilo e utilidade na web: um CanguçuCenter (que devia ser CanguÇenter! Haha).
Certo que nunca mais vou precisar procurar em 7 mil listas o telefone do ‘Nanato’ ou do ‘Pastel’: CanguÇenter neles… E uma pizza baratérrima e enorme pra mim!… Hehe
Claro, isso só quando estiver na casa da minha mãe!
E se esses ‘queras’ participarem da idéia!…
Mas já é um começo…


