O mundo de cá
Março 30, 2007
O mundo de cá tem muitas surpresas, e costuma por desconstruir – tudo e sempre! O que parece mais apavorante é, a cada nova aula, perceber o quanto mudam meus pensamentos, parece que eu sei sempre nada e tem sempre um novo olhar sobre tudo. Me apavoro com o quanto falta correr atrás do preju e, mesmo assim, querer fazer tudo isso.
Meu trabalho de graduação foi uma b***a… Sem outra definição! Rsrs
Às vezes eu nem sei o que eu tô fazendo aqui!
Tá, justifico: hoje foi a defesa da dissertação do Träsel.
Ele foi brilhante! Realmente muito bom…
Estou louca pra ler a dissertação dele: “A pluralização no webjornalismo participativo: uma análise das intervenções no Wikinews e no Kuro5hin“.
Parabéns pelo conceito A!
E por todos os merecidos elogios…
Futuro dos blogs
Março 29, 2007
Em uma entrevista ao site tuexperto.com, o professor Orihuela, da Universidade de Navarra/Espanha, fala sobre o futuro dos blogs…
Olhares das cidades
Março 29, 2007
2 títulos chamaram minha atenção, os dois tratando de forma diferente as realidades de duas capitais brasileiras… Não vi nehum deles, mas pretendo!…
O primeiro deles, ainda para o meu registro dos 235 anos da cidade, é o documentário “Porto Alegre – meu canto no mundo“, com direção de Cícero Aragon e Jaime Lerner.
“Porto Alegre” fala da vida e da história da capital gaúcha.
“Através da filmagem da reconstituição de cenas que retratam alguns momentos de épocas longínquas e presentes, levaremos os espectadores a uma viagem ao passado. Contando com o relato de personalidades e de cidadãos porto-alegrenses apresentaremos o sentimento, a saudade de todos de uma Porto Alegre romântica, às vezes provinciana, que deixou saudades mas que ao mesmo tempo não para de atrair novos habitantes e de continuar a fasciná-los.”
Menos caracterizada, mas não menos enrrustida dessa visão sobre as cidades, o filme “Os 12 Trabalhos” (2006, direção de Ricardo Elias) joga suas teias sobre o caótico dia-a-dia do coração econômico do Brasil, São Paulo.
“Para superar seu passado e conseguir um emprego como motoboy, Héracles, um jovem negro da periferia, terá de realizar doze tarefas ao longo do dia (…) Trata-se de uma releitura contemporânea do mito de Hércules, o maior de todos os heróis gregos, filho de Zeus e Alcmena, que teve de realizar doze trabalhos impostos pelo Oráculo de Delfos para expiar o crime de ter matado a mulher e os filhos num acesso de raiva. É traçado assim um panorama da vida nas grandes cidades, ressaltando o esforço e a luta de uma juventude sem muitas perspectivas.”
ElasticWorld
Março 28, 2007
Eu ia postar alguma coisa sobre a minha imensa impaciênica nos últimos dias. Coisa do tipo “Tô de saco cheio“! O que ainda é verdade…
Mas encontrei uma coisa mais legal, ao menos por enquanto! Rsrsrs
Então, conhece o mapa do planeta Terra?
Estudou a divisão territorial em continentes, desses em países e etc?
Agora, imagine se esse mapa fosse feito de algum tipo de material diferente, maleável, como borracha, por exemplo. E que as suas formas pudessem ser adaptadas e re-dispostas conforme a necessidade, afim de demonstrar diferentes “visões territoriais”. Se, por exemplo, pudessemos modificar a estrutura dos continentes, apontando aqueles que são mais ricos/pobres, os que possuem mais mortos por HIV ou que têm a maior população. Já imaginou como ficaria a Terra, então!?
Essa é a proposta do Worldmapper…
do conhecimento!
Março 27, 2007
O que é conhecido sempre parece sistemático, provado, aplicável e evidente para aquele que conhece. Da mesma forma, todo sistema alheio de conhecimento sempre parece contraditório, não provado, inaplicável, irreal ou místico. (FLECK)
É assim na viagem: um homem deve carregar o conhecimento consigo se quiser trazer conhecimento para casa (DR. JOHNSON)
O exercício do poder cria perpetuamente o conhecimento e, ao contrário, o conhecimento constantemente gera efeitos de poder. (FOUCAULT)
Aprender é um ofício. (JOHNSON)
Entrar no palácio do conhecimento pela porta principal requer gasto de tempo e de formas; homens de muita pressa e pouca cerimônia contentam-se com a porta dos fundos. (SWIFT)
O conhecimento é de dois tipos. Nós mesmos conhecemos o objeto, ou sabemos onde encontrar informações sobre ele. (JOHNSON)
Os antigos céticos, que nunca declarariam ter encontrado uma verdade, mostraram no entanto o melhor caminho para procurá-la … aquele que evita suas disputas frívolas mas … assume para si mesmo a liberdade de investigação está no único caminho que em qualquer tipo de estudo pode levar ao santuário da verdade. (SELDEN)
Os fragmentos são citações apresentadas por Peter Burke no seu “Uma História do Social do Conhecimento – de Gutenberg a Diderot“, onde o autor discute os “intelectuais enquanto um grupo social e as instituições, como academias e universidades, que estimularam ou inibiram a inovação intelectual“. ALém disso, Burke busca traçar um panorama geográfico, antropológico, político e econômico do conhecimento, “concentrando-se no papel das cidades, academias, Estados e mercados no processo de reunir, classificar, difundir e, às vezes, ocultar a informação. Por fim, ocupa-se do saber do ponto de vista do leitor, ouvinte, espectador ou consumidor intelectual, incluindo o problema da credibilidade do conhecimento, tão vigorosamente discutido no século XVII”.
Uma referência para os estudos da ciência, em especial da Comunicação. Uma prazerosa viajem às sociedades Européias dos séculos XVI, XVII e XVIII. Vale a pena conferir…
The Number 23
Março 25, 2007

Hum… Sinópse de internet:
Certo, certo!
Agora: um filme que tinha tudo pra ser ótimo. Infelizmente, em alguns momentos eu só conseguia me concentrar no som das milhares e milhares de pipocas sendo mordidas ao mesmo tempo em diferentes cantos de diferentes bocas espalhadas pela sala do cinema…
É isso: o filme é, em si, interessante – especialmente no início.
O tema é legal e até bem desenvolvido.
Mas faltou alguma coisa – ou sobrou…
É! Essa é a verdade, o filme é confuso e tem vários furos cruéis na história.
Mas o Jim Carrey se saiu bem – bem melhor que aquelas comédias completamente caricaturadas que ele costuma fazer, nas quais nem se consegue ver o personagem, só os contorsionismos do ator!
De amor!
Março 24, 2007
Da primeira vez que disse que amava foi como se não houvesse mais nada.
Estavam, ela e o objeto daquele amor todo, sentados na calçada em frente ao prédio de varanda amarela (…) Ensaiou, exaustivamente, uma palavra depois da outra, pronome pessoal do caso reto, pronome pessoal do caso oblíquo, verbo amar primeira pessoa do singular presente do indicativo e, de uma só tacada, sem respirar, parar ou pensar, disse que amava. Ele sorriu, assentiu, retribuiu e, como num desenho animado destes da TV, foi embora pulando – literalmente – de alegria.
Amou aquela história de um jeito às vezes doce às vezes amargo às vezes bom às vezes exagerado, e carregou dela, entre muitas lembranças e algumas saudades, a idéia de que dizer que ama é coisa séria, muita séria, seríssima; dizer que ama é dizer de afeto e devoção, de ser inteiro de alguém, de ter afinidade, respeito e entender até as piores horas; é gostar de tudo, até das imperfeições, do cabelo emaranhado de manhã, da tristeza de quando as coisas dão errado, de tudo.
Talvez por isso ela diga que às vezes não vê mais sentido no amor destes tempos.
Verdade que os cientistas dizem que o mundo de agora gira mais rápido que antes, verdade que são tempos de fast food e comunicadores instantâneos, e que os afetos, muitos deles, às vezes acabam do mesmo modo: instantâneos como um bom (é?) prato de Miojo com Coca Cola – e haja MSN, Skype, e-mail e Orkut para tanto amor, porque ali todo mundo ama todo mundo, mesmo que seja só mesmo pra dizer que ama, todo mundo vive à beira do abismo da saudade, mesmo que seja só mesmo pra dizer que vive, todo mundo sente tudo até o talo.
Mesmo que seja só mesmo pra dizer que sente.
Por Ana…
“O Amor Miojo”
“…e hoje em dia como é que se diz eu te amo?”
Esboço
Março 24, 2007
O Sol não é mais o mesmo e o plano infalível, idéia fixa de antes, agora não passa de uma lembrança confusa, difusa, semifusa, a metade do tempo da outra, porque no meio do caminho o andamento muda. “O tempo todo o tempo passa… os lugares estão no lugar”, e para ele, que era um e agora é definitivamente outro, tudo é tão grande como sempre foi, tão importante como sempre deve ser, tão belo quanto ele consegue inventar – e ele inventa, grande e belo, um momento depois do outro.
(…)
Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio já é a própria vida? Mesmo esboço não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é esboço de nada, é um esboço sem quadro…
Em “Todo Sentimento“…
Tah bem…
Março 23, 2007
Pra mim os Biólogos (e de outras áreas, claro…) não precisam ter muito senso tecnológico, no sentido das trocas e comunidades virtuais, sei lá… Mas é imensamente comovente quando as pessoas ousam conhecer coisas novas…
Eu devia aprender um pouco com isso e, quem sabe, estudar um pouco mais sobre coisas que abalam meu consciente intelectual limitado: como a física e o esporte, por exemplo! hauihaiuah
Bom, voltando ao tema: a Helena criou um blog!
Que emoção… Fiquei muito orgulhosa dela…
Dos lugares e das palavras
Março 23, 2007
Incrível como algumas pessoas pensam estar sentindo coisas e, ao falarem sobre elas, acabam nos mostrando que o que nós sentimos se encaixa quase que perfeitamente na descrição. Força das palavras, talvez…
Talvez por isso, também, que eu tenha sido completamente seduzida por elas, essas palavras todas.!
Bom, lá vai…
Ao meu redor cintilam imagens dos lugares que me chamam. Alguns mais próximos, para onde me dirijo em definitivo por estes dias. Outros, aqueles que até agora só visitei por força de sonhos, tecendo infinitas memórias futuras, ainda por existirem. São locais em que pisarei quando cruzar o grande azul. Esses lugares, seus desafios e rostos, jogam mais forças para construir minha liberdade. Preciso saciar minhas vontades contidas, centenas. Por tempos carreguei todas amarradas em pequenas bolsinhas que levo comigo. Sou constituido de desejos outros, mil deles, que almejo ver reais. Quero acordar e poder andar com eles vivos, não ter que desfazê-los na fronteira do nascer do sol. Quem sabe poder fazer alguns vivos em letras até.
Coisas do Reges… !


