Estou longe da minha, mas estou pensando nela todo os dias… ;)
Feliz dia, dona Edna.!!



Achei você no meu jardim

Entristecido

Coração partido

Bichinho arredio

Peguei você pra mim

Como a um bandido

Cheio de vícios

E fiz assim, fiz assim

Reguei com tanta paciência

Podei as dores, as mágoas, doenças

Que nem as folhas secas vão embora

Eu trabalhei

Fiz tudo, todo meu destino

Eu dividi, ensinei de pouquinho

Gostar de si, ter esperança e persistência

Sempre

A minha herança pra você

É uma flor com um sino, uma canção

Um sonho em uma árvore ou uma pedra

Eu deixarei

A minha herança pra você

É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo

Pleno, reconhecendo o mundo

O que há em si

Minha herança: uma flor
Vanessa da Mata



Leitura atenta

10Mai08



Todos nós começamos como leitores atentos. Mesmo antes de aprendermos a ler, o processo de ouvir leituras em voz alta significa que assimilamos uma palavra depois da outra, uma frase de cada vez, que prestamos atenção ao que quer que cada palavra ou frase esteja transmitindo. É palavra por palavra que aprendemos a ouvir e depois a ler, o que parece adequado, porque, afinal, foi assim que os livros que lemos foram escritos.

Quanto mais lemos, mais rapidamente somos capazes de executar o truque mágico de ver como as letras foram combinadas em palavras dotadas de sentido. Quanto mais lemos, mais compreendemos, mais aptos nos tornamos a descobrir novas maneiras de ler, cada uma ajustada à razão que nos levou a ler um livro particular.



Para ler como um escritor
Francine Prose
ZAHAR, 2008:17




Recebi o convite para o lançamento do livro “Democracia e regulação dos meios de comunicação de massa“, no qual o James Görgen, colega do mestrado na UFRGS, participa como autor. O livro é editado pela FGV e tem organização de Enrique Saravia, Paulo Emílio Matos Martins e Octavio Penna Pieranti.

O lançamento acontece na dia 19/05, às 19:30h, no auditório Érico Veríssimo - Comunicação da Unisinos, em São Leopoldo/RS. Nesta noite, o James (Epcom) e Valério Cruz Brito (Unisinos) participarão de um debate sobre a temática do livro.






Os textos que fazem parte do livro:

Democracia, as NTICs e os meios de comunicação de massa
Paulo Emílio Matos Martins e Takeyoshi Imasato

Comunicação e regulação na editoração multimídia:
um enfoque histórico

Fernando Lattman-Weltman

A empresa de comunicação e o profissional: exigências da regulação
José Seráfico

O novo papel regulatório do Estado e suas conseqüências na mídia
Enrique Saravia

Direito à comunicação e democratização no Brasil
Valério Cruz Brittos e  Marcelo Schmitz Collar

Comunicações na era digital:
a apropriação do processo regulatório pela sociedade civil

Adilson Vaz Cabral Filho e Lívia Dias Moreira Duarte

Cidadania on-line:
das iniciativas de inclusão aos desafios da gestão

Juliano Maurício de Carvalho

Censura versus regulação de conteúdo:
em busca de uma definição conceitual

Octavio Penna Pieranti

Regulação das comunicações:
porquês, particularidades e caminhos

Guilherme Canela

Radiodifusão, democracia e regulamentação da mídia
Flávio Cavalcanti Júnior

Todos ganham com a classificação indicativa
(até mesmo os que afirmam perder dinheiro)

José Eduardo Elias Romão

Apontamentos sobre a regulação dos sistemas e mercados de comunicação no Brasil
James Görgen

Os prazos de validade dos coronelismos :
transição no coronelismo e no coronelismo eletrônico

Suzy dos Santos

Financiamento eleitoral pelo setor de comunicação ( 1998-2004):
clientelismo político nos meios de comunicação no Brasil

Israel Fernando de Carvalho Bayma





Para a pesquisa:


Emergência - a dinâmica de redes em formigas, cérebros, cidades e softwares
Steven Johnson


Jornalismo em três dimensões: singular, particular e universal
Rosiméri Laurindo


Interação e sentido no ciberespaço na sociedade
Antonio Hohlfeldt, Fausto Neto, Jose Luiz Prado e Sergio Porto



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Para a sanidade mental:


Para ler como um escritor
Francine Prose


Cobertor de Estrelas
Ricardo Lisias


Ensaio sobre a Cegueira
José Saramago


O Senhor Valéry
Gonçalo M. Tavares





A tristeza

O senhor Valéry percorria sempre as mesmas ruas da cidade com os mesmos sapatos, um par de sapatos para cada rua. Desde que nascera que vivia por ali, mas só conhecia 5 ruas que percorria com os seus 5 pares de sapatos diferentes. O senhor Valéry explicava:

- É que absorvo demasiado as coisas. É como se ao atravessar uma rua nova o chão ficasse colado aos meus sapatos e mais ninguém tivesse espaço para pousar os pés. É como se a partir daí só os pássaros pudessem percorrer a rua - finalizava, num tom poético, muito raro para si, pois era um homem que se orgulhava da sua lógica.

- O problema - explicava o senhor Valéry - não é dos sapatos, é da minha vontade de levar para casa tudo aquilo em que toco.

E o senhor Valéry clarificava:

- Como não me sinto completo comigo apenas, penso que tudo o que não sou eu me poderá completar, e portanto quero-o para mim, e roubo-o ao mundo.

- Na verdade, as ruas agarram-se aos meus sapatos porque eu não sou feliz - disse o senhor Valéry, melancólico.

E depois disse ainda, recuperando os seus raciocínios habituais:

- Se um triângulo rectângulo tiver saudades do tempo em que era um quadrado e se quiser voltar a ser de novo um quadrado, não deverá juntar-se ao que deseja ser (o quadrado), pois assim nunca ficará como deseja.

E o senhor Valéry, depois deste raciocínio algo confuso, viu-se obrigado a desenhar para clarificar a ideia.

- Vejam, então, o que sucede se o triângulo rectângulo se juntar à forma em que deseja transformar-se, o quadrado. E o senhor Valéry desenhou



No fundo - disse o senhor Valéry, enquanto fazia outro desenho - devemos juntar-nos, sim, àquilo precisamente que não gostamos de ser, para assim nos conseguirmos transformar no que pretendemos.

E o senhor Valéry desenhou



- E isso é confuso de mais, e é também um pouco triste - disse, a concluir.

O senhor Valéry depois não disse mais nada - já estava cansado e era tarde - porém o último desenho que fez foi o de um quadrado dividido em muitos bocadinhos.





O Senhor Valéry
Gonçalo M. Tavares
Escritos, 2004




…e eu te direi quem és!
Achei tão lindo meu grapho de conexões do Twitter que resolvi postá-lo. Se você quiser ver quem é contato de quem na minha lista de contatos é só entrar lá no site e ficar viajando com as conexões.!




Tempo pra tudo

06Mai08



As coisas estão um pouco complicadas nas últimas semanas. Por isso o blog assim, jogado às traças. Posts rápidos, com citações e títulos esportivos. Nada mais. Ao menos por aqui. Isso porque o tempo é, segundo o que li por aí, de plantar. E me aliviou um pouco pensar dessa forma. Não estou alheia, estou em fase de plantio. E com a chuva chegando rápido, já podendo ser avistada no horizonte. O que significa que a plantação talvez germine rápido também. Nesse meio tempo: desculpas. Paciência. Trabalho. Poucas dores de cabeça. Sono pesado. Distâncias.

Mas me aguardem, em breve… ;)



PS: Achei tão linda essa imagem: um pouco gaia-matrix, muito simbólica… hehe



200(8) x 1

05Mai08



Não tem frio que nos faça ficar com a toca… E a vaga pra “toca do Juventude” está (semi) aberta: isso porque o greminho está lutando muito pra ficar com ela! ;)


Colorado, colorado
Nada vai nos separar
Somos todos teus seguidores
Para sempre vou te amar!!






Depois das “promessas não cumpridas” de investimentos na ciência através do PAC Ciência… Ontem a noite recebi este e-mail, do CNPq:


Reajuste do valor das bolsas a partir de 1/6/2008

Durante a comemoração dos 57 anos do CNPq nesta quarta-feira (30/04), o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, anunciou que as bolsas de pós-graduação terão reajustes de 27% e 29% a partir de 1o. de junho deste ano (…).

Com relação à implementação anteriormente prevista, o atraso se deve à demora na aprovação do Orçamento da União. Em compensação, os aumentos a serem concedidos excedem os 20% anteriormente anunciados.


Sei… Será?!



30Abr08




Ainda em Pequenópolis!! E como eu cheguei, o inverno resolveu sair da toca e atacar as pessoas! Não que as previsões não houvessem avisado, veja o post abaixo! Ainda assim, o primeiro frio do ano é sempre complicado! Ainda mais no meu caso, que pra não carregar muito peso, não trouxe muita roupa, nem roupas muito quentes. Resultado: to congelando!

Pra piorar, quando estou por aqui não paro um minuto. Gente que chega, gente que chama, gente que quer conversar na rua mesmo. E o pior, uma coleção de probleminhas, que pelo tempo que ficaram parados na gaveta se transformaram em verdadeiros monstrinhos. Sim, porque meu pai não consegue pegar o carro e levar documentos na CEEE sozinho, eu preciso fazer isso por ele. E aí, quando ele sabe que eu vou aparecer, NADA mais ele pode fazer sozinho. Resultado: hehehehe, sim!


E isso são só as coisinhas, rotineiras…
Coisas de pai, coisas de sul, coisas de frio! :P